O perigo está no fato de que a radiação ultravioleta A é contínua e imperceptível durante o ano todo – ao contrário da UVB que tem maior incidência nos dias quentes e no verão. Ao atingir a pele, ela penetra mais profundamente do que os raios UVB e atinge a hipoderme (ou camada de gordura). Como sua incidência, na maioria das vezes, não provoca vermelhidão ou queimaduras e nem mesmo sensação de calor, sua presença é frequentemente ignorada, assim como seus riscos.
Danos irreversíveis
Rugas e manchas são os sinais mais visíveis da ação do UVA sobre a pele e representam alterações clássicas do chamado fotoenvelhecimento. Mas ele só irá dar o ar da graça com o passar dos anos. É nessa época que muitas mulheres se arrependem da falta de cuidados que tiveram no dia a dia para se protegerem do sol. Isso porque, os raios UVA agem de forma gradual, contínua e discretamente na destruição dos fibroblastos da pele, responsáveis pela produção de colágeno e elastina, deixando-a com aspecto enrugado e com perda de elasticidade. Os danos são permanentes e costumam tornar-se visíveis após os 30 anos.
Além de todos esses danos, os raios ultravioleta A também estão relacionados ao desenvolvimento do câncer de pele. Até pouco tempo, acreditava-se que os grandes vilões eram apenas os raios UVB, que têm uma ação muito mais perceptível, porque provocam vermelhidão, queimaduras e ardência. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil teve, em 2008, 55.890 novos casos de câncer não melanoma em homens e 59.120 em mulheres.
Mesmo que muitos saibam dos efeitos nocivos dos raios UVA, nos dias nublados ou chuvosos (mesmo no verão), as pessoas acabam deixando o protetor solar de lado. A falsa impressão de que a incidência dos raios é menor e, por isso, seus malefícios são quase nulos, as expõem aos danos nocivos do astro-rei sobre a pele. Tempo nublado, chuvas e uma menor intensidade (aparente) da luz solar compõem um cenário fictício de que o sol deu uma trégua. Mas se engana quem assim pensa. A radiação UVA é constante, contínua e, perigosamente, imperceptível.
A indicação dos especialistas é a de que o protetor solar tenha FPS 15 como o Fator de Proteção Solar contra os raios UVB e “moderada” (ou UVA ++) contra os UVA.
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